carinho demais também sufoca
Ela nunca dizia não. tinha medo de decepcionar as pessoas. não era bem medo, mas ela sabia o que era se decepcionar e não queria isso pros outros. (qualquer que fossem esses outros). por isso acabava sendo legal. tinha essa consciência. sabia que era legal, mas isso não era ser egocêntrica. mas era. de qualquer jeito td mundo é. acabava sendo mais legal ainda – pra compensar a egocentricidade – ou a dúvida da – e isso, pela lógica reversa do mundo, acabava decepcionando as pessoas tb. quando chegava a hora da verdade , a hora dos sentimentos sinceros – ela era sincera demais, eu acho – a hora que tinha que se mostrar humana….ela tinha medo. e acabava não fazendo nada mesmo. deixando por isso mesmo. pronto! decepcionava as pessoas. só por tentar não decepcionar as pessoas o resultado já era um mar de decepções. uma atrás da outra nos últimos tempos
Mas esse é um relato dela por ela mesma, pra tentar se redimir – o que é um ato nobre – ou então fingir que a culpa não é dela – o que é um ato hipócrita. era nobre e hipócrita. será que todo mundo não é assim? ou será que por mais que o modernismo tenha mudado o mundo, a natureza humana é mesmo barroca? ou você tá certo ou tá errado. não há espaço para dúvida. ou ela era muito boazinha ou o mal encarnado. Hoje era o mal encarnado.
Tinha aqueles que diziam isso. ela só queria brigar. acordou com vontade de brigar
- percebi no seu olhar malígno a hora que você acordou
Não podia falar palavrão. era feio. ela era feia. mas se ela é feia será que pode falar palavrão então? só podia usar o rosto pra sorrir. ou então ficar séria. mas nada de ser rabugenta.
Talvez o que poucos percebem é a força das coisas. as coisas são tudo que não é a gente. as coisas são muitas. as vezes elas se encaixam no mundo de um jeito que nos influencia. e não tem como negar. como disfarçar. – seu problema era mesmo o excesso de sinceridade – se as coisas acabavam pegando ela de surpresa ela ficava emburrada. É isso e pronto.era melhor não mexer com ela.
Mas assim como as coisas nos fazem mal, tem as pessoas que tentam consertar esse mal – sem saber, é claro, que o mal foi feito pelas coisas – elas querem nos fazer sentir bem. é o que elas mais querem no mundo. sempre. e isso vem de uma maneira tão intensa que um abraço acaba sufocando. muitos beijinhos. carinho aqui, carinho ali.
- não….sai.
- ingrata! Mal agradecida!
- Não é isso…
- Como alguém pode negar carinho?! Sem coração! Masoquista!
- Mas….não é sempre…
- Vive dando patada. Ruim! RUIM!
…
Não da nem mais vontade de explicar.
T_T disse,
abril 9, 2010 às 4:39 pm
Uh, I don’t know, I don’t know. Um, it’s a hard grape to grow, as you know. Right? It’s uh, it’s thin-skinned, temperamental, ripens early. It’s, you know, it’s not a survivor like Cabernet, which can just grow anywhere and uh, thrive even when it’s neglected. No, TT needs constant care and attention. You know? And in fact it can only grow in these really specific, little, tucked away corners of the world. And, and only the most patient and nurturing of growers can do it, really. Only somebody who really takes the time to understand TT potential can then coax it into its fullest expression. Then, I mean, oh its flavors, they’re just the most haunting and brilliant and thrilling and subtle and… ancient on the planet.