São dois mundos, né. O mundo da dor e o do esquecimento. Mas eu não sei mais como viver em nenhum deles. Quando penso que o do esquecimento é o melhor, sempre aparece o da dor pra me lembrar. Claro que não vou preferir o da dor, as vezes a gente quer mesmo esquecer, fugir… Mas a verdade é que o mundo da dor é o real, concreto. E por mais que o do esquecimento seja como um sonho, é incompleto.
Eis aqui o meu dilema. Como vivenciar dois mundos ao mesmo tempo? Se, ao mesmo tempo, eu quero é mesmo meu terceiro mundo. Um que eu tenha construído. Vou criar e cuidar como um filho. Vai ser minha obra-prima, meu orgulho. O grand finale do Ato 1 – cena 19.